terça-feira, 6 de agosto de 2019

Perdido

Ele olha pela janela e vê a vida passando através do tempo. Senti o gosto amargo da solidão e desfalece nos braços da esperança. Por sorte, a ida não colidiu com a volta. E a vontade de partir se prende nos braços do amor, que sonha em um dia aparecer.

Eu não sei mais o que fazer. Me percebo pensando nas possibilidades que a vida pode me dar. Mesmo assim, espero o abraço da morte. Vejo todos felizes e parece que essa felicidade não me contagia. Será que estou doente?

Gostaria de ser popular e ter muitos amigos, mas isso eu não consigo ter. Parece que eu tenho uma energia negativa que impede as pessoas de se aproximarem de mim. Também não sei se queria tanta atenção. Me sinto tanto confuso.

sábado, 3 de agosto de 2019

Tempos Sombrios


Há tempos que eu queria dizer que tudo está bem, porém, quando mais o tempo passa, mas o céu escurece, mais a esperança se desvanece, mais o coração fica frio, mais a vida fica frágil.

Queria poder dizer que está tudo bem, porém não é assim tão simples. Não existe ninguém para aquecer meu coração, pra me chamar de seu. Isso me incomoda.

Eu não sei onde isso vai parar. Vinte e seis letras e eu não consigo explodir para fora de mim, o que estou sentindo. Pior que ninguém está vendo. Estão achando tudo normal.

Haverá um dia, em que dirão: como isso pode acontecer? Se eu soubesse, agiria diferente,  será o assunto do momento. Mas acontecerá quando ninguém estiver esperando.

Cadê o amor? Será ele forte o bastante para impedir o que há de vir? Já provei do amor e sei que ele é forte, mas ele será capaz de prolongar a vida?

Autor: Paulo Ricardo Pimenta da Cruz