domingo, 29 de janeiro de 2017

Brilha muito, mas sua luz é fogo.


Muitas coisas se perderam no esquecimento da mente humana, daquela que um dia se lembrou de quem era. Difícil dizer hoje que um dia serão lembrados.

 Deixaram seu legado, como algo que sendo perdido foi encontrado. Aqueles que o procuraram nunca puderam encontrar. 

Deixo a saudade de quem um dia sonhou muito, mas viveu pouco, pois não se adaptava aos anseios deste mundo. 

Queria liberdade, mas não se via no ir e vir. Sentia falta de poderes, algo que nunca foi visto pelo mundo pelo fato de não ser permitido nesse lugar. 

Está chegando e vem flamejando. Alguns verão e outros sucumbirão com a chegada do objeto que esconderam, pois já sabiam de sua direção. 

Será devidamente tarde para aqueles que cedo se levantarão. 

Senti a respiração, o transpor pelo ar, a ausência do movimento no vácuo. 

Brilha muito, mas sua luz é fogo. 

domingo, 15 de janeiro de 2017

Não existe vida depois da morte. Sabendo disso, qual seria a verdadeira face da humanidade?


De forma bem intrigante, vamos partir da premissa de que não há nada para se esperar depois da morte. O que aconteceria?

Se isso fosse cientificamente comprovado, as religiões perderiam sua razão de existir, porque tem a missão de pregar a salvação, dizendo que há uma vida além da morte, uma existência imortal, em que os bons desfrutarão dos prazeres do céu, de descanso, justiça, enquanto os maus irão passar por diversos tormentos infernais, perseguições, fome e sede, por toda a eternidade. 

Esses ensinamentos maniqueístas vem se perpetuando na história da humanidade desde os tempos antigos. Dois caminhos, duas portas, bem versus mal, império da luz contra o reino da trevas, entre outras caracterizações.



O modo de pensar mudaria drasticamente. Templos fechariam suas portas e não haveria mais interferência religiosa na política. Seria o fim do império religioso.

Ninguém perderia seu tempo pensando num por vir, em algo que não existe. Certamente estariam aptas a fazerem coisas que antes desaprovavam, ou seja, o AGORA não seria definido pelo medo do DEPOIS.

Muitos dos valores sociais, leis e ações políticas possuem base em ensinamentos religiosos, apesar do Estado ser laico. No decorrer da história isso fica bem evidente, pois é possível identificar várias guerras políticas motivadas e justificadas pelas religiões. Lutavam pelo controle de terras, pelo poder, sendo que matar em nome de seus deuses era permitido. Religiões que ensinavam a não matar, também diziam que matar era uma coisa certa se fosse a vontade de deus.

Com o apoio da religião tivemos episódios de terror, como guerras santas, a escravidão, a santa inquisição, sacrifícios humanos, entre outros. Mas o que poderia acontecer se não existisse mais religião?

Alguém poderia dizer:

  • Sem a religião (mono/politeístas) as pessoas vão matar, roubar, desrespeitar pai e mãe, perderão o amor pelo próximo, farão imagens e esculturas para adorar, serão promíscuos e difamadores, cobiçarão coisas alheias, estupradores, entre outras coisas. Mas convém destacar que isso foi feito no passado e está sendo feito por muitos no presente, inclusive  por pessoas religiosas, que em nome da fé estão até mesmo matando em pleno século XXI.


Esse certamente é um assunto delicado. Se fosse revelado que não há nada para se esperar depois da morte, que não temos uma alma imortal, os valores sociais, leis e ações políticas antes baseadas em ensinamentos religiosos tenderiam a passar por mudanças, radicais ou lentas. A sociedade humana incorporou muitos valores religiosos e a religião incorporou muitos valores sociais porque ambas são criações do próprio HOMEM. Isso requer uma reflexão: somos bons apenas porque a religião nos ensina a amar? Não. Isso quer dizer que independentemente de sermos ou não religiosos, não deixaríamos de sermos humanos, às vezes, agindo de forma humana e outras agindo como monstros sem sentimentos. As pessoas conheceriam um outro modo de viver fora da dualidade maniqueísta. Muitos ateus, por exemplo, são mais humanitários que alguns religiosos.

Não é possível afirmar que o mundo sem religião seria um caos, melhor ou pior. Mas sem sombra de dúvida, estamos vivendo um caos porque esquecemos de nossa humanidade todo o dia, porque os céus está sendo barganhado/vendido por charlatões (pejorativo).

Aqueles que faziam boas obras só porque a religião dizia que era proibido fazer o mal, se não iriam para o inferno, com certeza começarão a agir na libertinagem. Mas aqueles que faziam o bem porque acreditavam que era o certo a se fazer diante de qualquer circunstância, estes continuarão a praticar boas obras. Se fosse comprovado que não há vida após a morte, todas as ações humanas seriam intensificadas no presente e, talvez ai, descobriríamos a verdadeira face da humanidade.




Autor: Paulo Ricardo Pimenta da Cruz
Fonte: imagens retiradas do Google






A morte e a vida é um mistério. Nós passamos uma vida acreditando que a morte não é o fim




A morte e a vida é um mistério. Nós passamos uma vida acreditando que a morte não é o fim, que é apenas uma travessia, que depois iremos para um lugar distinto (bons pro céus e maus pro purgatório/inferno). Alguns já acreditam que vamos para uma escola espiritual nos aprimorar, evoluir em espírito para poder continuar a reencarnar ou assumir uma função específica apenas no plano espiritual. Outros já acreditam que o espírito desencarnado pode vagar entre os vivos e até mesmo se comunicar. Também existem aqueles que creem que a morte é o fim. 

A morte não pode ser personificada e a vida também não. A vida já está condenada a morte assim como a própria morte está condenada a vida. Tudo que existe vai desaparecer um dia, e do nada algo surgirá recomeçando o infindável ciclo existencial. Uma certeza de quem está vivo é que irá morrer. Mas o que acontece depois? Pensar nesse "DEPOIS" é o que move o comportamento das pessoas vivas. Vivemos para morrer e morremos em vida para depois viver.

Já pensou em quantas coisas já abriu mão tendo como base as histórias que você acredita? 

Deixamos de viver o AGORA acreditando que vamos viver melhor depois. São várias histórias religiosas sobre isso. Mas na realidade, ninguém que cultiva uma pequena semente de dúvida acredita plenamente nelas. 


Porque estamos aqui? De onde viemos e para onde vamos? Qual nosso propósito? Quem realmente somos? Temos uma alma, espírito imortal? Estamos realmente sozinhos no universo? A verdade é que não poderemos responder com 100% de certeza essa indagações. O que temos são especulações. 


Porque insistimos em pensar que a morte não é o fim para nós? Somos uma criação divina ou um resultado de evolução de espécies? Porque pensamos que somos diferentes dos outros animais?

Pare e pense: e se tudo que te disseram não for real? 

O que nos garante que temos uma alma/espírito imortal? E se não existir um depois? E se tudo terminar aqui, entende? E se não houver vida depois da morte, não existir espírito/alma, céus e inferno, deuses e demônios...? 

O que você faria ao descobrir que não há nada depois da morte, que será um sono eterno e nada mais...., o que faríamos? Ficaria com raiva das religiões que ainda disseminam esse pensamento? Pensa, e se você viveu uma vida inteira de abnegação, sua única vida para descobrir ao final que não tem nada depois...

Quero dizer é que podemos desperdiçar nosso AGORA acreditando em um DEPOIS que não sabemos que existe. Podemos ser como um peixe, uma formiga, uma planta, sem nada a se ter para o DEPOIS. Morreu e acabou! 

Uma forte angústia nós faz pensar sobre nossa única certeza: morte!





Autor: Paulo Ricardo Pimenta da Cruz.
Fonte: imagens retiradas do Google.